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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Número do azar

Número do azar
Por Caroline AM


Quatro anos após a morte de seus pais, em um acidente de carro, Angela decide fazer uma mudança em sua vida, começando pela casa, havia naquela casa um sentimento triste, pois tinha sido de seus pais. Angela era uma mulher de 27 anos, não tinha filhos, nem um homem ao seu lado. A única coisa que tinha em sua vida era seu trabalho, que afinal era um bom trabalho, tinha um bom salário e era bem reconhecida no que fazia. Mas apesar de tudo, sentia que lhe faltava algo, uma aventura talvez, decidiu então gastar suas economias que havia juntado para fazer a festa de aniversário de seu pai, com uma viagem. Foi algo realmente difícil de decidir, já que não conhecia muitos lugares, decidiu então ir para a cidade de seus pais, onde nasceram e se conheceram.
Em seu tempo de viagem conheceu Douglas, em uma escalada a uma das mais altas montanhas da região. Douglas virou o homem de sua vida, foi neste momento que decidiu ir morar naquela pequena cidade. O tempo foi passando, Angela e Douglas estavam cada vez pais apaixonados, após alguns meses de namoro decidem se casar, e acabam indo morar perto da montanha que se conheceram.
Com o tempo veio à notícia de que não teriam filhos, foi algo realmente triste para o casal, já haviam comprado algumas coisas para um filho que nunca chegaria. Quando chegou o aniversário de 30 anos de Angela, ela não se contentou muito, já que o número 3 não lhe dava muita sorte. Ao chegar do trabalho ansiosa para ver seu marido, mas encontrou apenas um bilhete escrito, “Parabéns amor! Venha me encontrar na mesma montanha que nos conhecemos, tenho algo para lhe dar, mas só irá recebê-lo quando chegar ao topo. Beijo, te amo muito. Douglas”. Ela então foi correndo até o ponto de encontro, mas algo estava diferente, algo errado, se sentia com uma profunda tristeza, e no meio do caminho, passou ao seu lado uma ambulância, indo em direção as montanhas, foi então que lhe bateu o desespero, e apressou o passo.
Chegando lá se depara com algumas pessoas, com expressões chocantes, foi quando viu homens do corpo de bombeiros e da emergência indo em direção a multidão, que estavam com expressões chocantes. Começou a escutar comentários como, “ele caiu lá de cima, foi horrível”, “coitado, não merecia isso, era um homem tão bom”. Quando chegou ao local, viu seu marido caído no chão, já morto, e em sua mão havia uma foto que havia sido tirada no dia em que se conheceram e uma carta, com declarações de amor. Foi então que sua vida desabou de vez, entrou em uma profunda depressão, que foi sendo tratada em uma clínica especializada em seu caso. Quando fez 33 anos, foi considerada como curada, e pôde voltar para casa. Ao chegar lá, tudo que estava lá, fazia lembrar seu marido, começou então a ver fotos e a assistir vídeos. Uma semana depois, sua vizinha, que conhecia a história, nota um silêncio na casa e resolve chamar a polícia. Chegando lá a polícia tenta várias vezes chamar por Angela. Decidem então arrombar a porta, se deparando então, com Angela morta por enforcamento, e na televisão passava a filmagem do dia de seu casamento.

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